06 maio, 2009


Gastámos tudo menos o silêncio.

Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,

Gastámos as mãos à força de as apertarmos,

Gastámos o relógio e as pedras das esquinas

Em esperas inúteis.”

(Eugénio de Andrade)



Silêncio…. Um silêncio que não se gasta porque foi com ele que me deixaste em conversas intermináveis…

Lágrimas… Olhos de chuva…

Mãos apertadas… Dentes cerrados… A força que não tenho para não te amar!

O relógio… Ponteiros que não sei dizer se sinto parados ou demasiado velozes….

Os caminhos que agora percorro sozinha… Aqueles que me levam para longe de ti…

Esperas inúteis… Talvez… Não sei, sequer, se ainda te espero.

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