29 abril, 2009

Gostava de saber ler-te as entrelinhas…
Saber caminhar pelos teus passos…
Perceber os teus silêncios gritantes…

Gostava de ler nos teus olhos o que nem tu sabes…
Guardar os teus medos, adivinhar-te os segredos…
Partilhar-te e entregar-me a tudo o que és…

Gostava de saber as palavras certas!
Rodear-te no mundo dos meus braços,
Trazer-te para o meu sem bilhete de regresso…

Gostava tanto de ser a tal…
A que te faria parar de procurar,
porque tudo o que mais precisavas estaria em mim…

Gostava, nem sabes o quanto gostava…
Mas não soube nada disto…
Nada disto foi meu… nosso…

E entretanto perdi-te, algures no caminho...

2 comentários:

Anónimo disse...

tenho a dizer que, nao sendo um poema alegre, sabe bem voltar a ler-te passado tantos anos. E, neste caso, literalmente anos.

Mesmo que seja tematica mais que debatida continuo sempre a surpreender-me com o tempo. As vezes paro só para me aperceber como, afinal, ele passa mesmo! Começo a pensar no o que eu fiz no tempo e no que eu fiz com o tempo e acabo sempre a concluir aquilo que o tempo fez comigo e com os outros. Irónica esta capacidade de personificação que o tempo sempre teve na minha maneira de ver a vida. Agora memso acabei de ler a seguinte frase " daqui a apenas dois dia amanha será ontem" continua a ser assustador, apesar de ser tema mais que pensado. A propósito deste senho que é bem maior que nós falo de outro que é ainda maior, o sr jose luis peixoto. O senhor que mais fala do tempo.

E, no tempo, menina, no tempo a tua escrita cresceu.

Espero que estejas bem. Mesmo sabendo que as saudades do antes são para sempre, e que provavelmente nao vale a pena repetir. Repito, tenho saudades de antes... e tenho saudades de ti.

um beijo
sandrinha ^^

Anónimo disse...

ou seja, devia ler... n sei se o les. se nao les, le :) peixoto.