
Dentro dos teus olhos, há o brilho de onde nascem as respostas, mas não vou perguntar-te nada. (...) O silêncio é atravessado pelos nossos olhares. O silêncio é o lugar onde os nossos olhares se encontram. Não vou perguntar-te nada. A noite chega aos teus olhos, às tuas mãos. Sombras de passos. Sei que não conseguirei imaginar estrelas se olhar para este céu negro. Este céu que tem o tamanho do meu peito em todas as vezes que entrei nele para te procurar. (...)
Permaneço. Imóvel. Em silêncio. Não sei se o rosto, o olhar, o brilho, que vi eras tu, se era a imagem de ti na minha memória. (...)
Permaneço. Imóvel. Em silêncio.
(José Luis Peixoto, in Antídoto)

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